Apesar de ter ido à bilheteria do Teatro Municipal no mesmo dia em que li o anúncio no jornal, praticamente todos os ingressos da primeira semana estavam vendidos. E mesmo tendo prometido aos meus amigos que iríamos no dia 15 (sábado) às 17 horas, por ser um horário mais apropriado para agenda de todos, não valeria a pena comprar as cadeiras laterais. Lembrei-me, com muito desprazer, do dia em que fui assistir Momix com uma amiga. Víamos apenas corpos em uma performance que sabíamos produzir um efeito belíssimo para aqueles afortunados que estivessem de frente para o palco.
Como eu estava com muita pressa, acabei decidindo comprar para a semana seguinte da estréia. Como o dia 15 estava lotado, calculei mais 7 dias e, rapidamente, comprei para o dia 21. Após pagar pelos ingressos, fui conferir para ver se estavam corretos. Senti um frio na espinha quando vi o horário de 20h gravado no ingresso. Como pude errar um cálculo tão simples?! Mas não tinha como voltar atrás. O bom é que meus amigos não se importaram com a mudança da data.
Chega o dia da apresentação. Lá estávamos nós, em frente ao Municipal. Entramos logo e fomos para os nossos lugares. Tal qual foi minha surpresa! Os lugares eram de frente para o palco, apesar de estarem na penúltima fileira. Porém, o teto era baixo demais, o que impedia a visão da parte de cima do cenário. Até dava pra relevar porque o principal mesmo eram os bailarinos e a música.
Ficamos sentados, esperando o início da obra. O calor incomodava muito, principalmente porque, com o teto baixo, as lâmpadas estavam muito próximas de nós. Houve uma demora de 15 minutos para que, finalmente, apagassem as luzes. Ouvimos os primeiros acordes e as cortinas foram retiradas. O calor ainda incomodava.
Após 30 minutos, os ingressos viraram um leque um pouco eficiente. E o pescoço começava a doer por causa do ângulo de visão.
Na hora do intervalo eu corri para comprar o programa. Precisava muito de um leque mais eficiente.
O balé em si foi adorável. Era a primeira vez que a maioria de nós estava vendo.
A volta para casa foi um pouco conturbada. Éramos um grupo de 7 pessoas, cada um querendo voltar pra casa de forma diferente. Eu preferia pegar o metro ali mesmo, descer na rodoviária e pegar um ônibus direto para casa. Outros queriam ir a pé, por 20 minutos, e pegar um ônibus no meio do caminha. Só que não tínhamos garantias de que esse ônibus iria passar. O metro acabou sendo escolhido. Chegamos na rodoviária e, mais uma vez, houve divergência sobre qual ônibus pegar. Havia a opção 1: pegar o ônibus que já estava parado. Esse ônibus nos deixaria um pouco distante de nossas casa, mas já estava ali parado. Opção 2: pegar um outro ônibus, que nem estava no ponto ainda, com o valor da passagem superior, mas que nos deixaria na porta de casa. Vencida a opção 2, lá fomos nós para o ponto.
Passados alguns minutos, o ônibus tinha chegado, mas ficou parado por mais um bom tempo, sem deixar que ninguém entrasse. Ficamos ali fora, esperando, já sem muita paciência, quase nos arrependendo de ter trocado o ônibus quando surge justamente o ônibus que não esperávamos pegar (o da opção de irmos a pé e pegá-lo no meio do caminho). Como ele iria parar mais adiante, ficamos parados, meio que indecisos, quando começamos a correr para tentar pegá-lo. Corremos um bom pedaço e conseguimos alcançar o veículo. As vantagens de pegar esse ônibus foi a passagem mais barata, deixava na porta de casa e não parava na maioria dos pontos.

